| A alma e a matéria | |
Miguel Del Castillo Fonte: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=3®istro=1149 Está com os pés na terra e a cabeça no céu. O habitar se finca na poesia, no poetar-pensante. A existência é vista como um todo indivisível. Ao habitar, o homem pensa e constrói seus espaços, suas arquiteturas, seus relacionamentos, sua vida. Parece-me que, ao nos separarmos de Deus no Jardim, perdemos esse estado de “fronteira”. Estar ligado apenas à terra e ao que é mortal, sem possibilidade de transcendência, é um indício disso. O extremo oposto – uma vida nas alturas somente – não é, no entanto, a essência do ser. Ela talvez esteja arraigada numa mistura entre céu e terra, divino e humano, como uma dança entre os dois. Vemos no Gênesis o homem sendo criado por Deus a partir do pó da terra. Ele é feito de chão, de barro. Deus então sopra o seu Espírito e ele se torna “alma vivente” – uma união entre terra e céu. Marisa Monte canta algo parecido na música “A alma e a matéria”: “Vem pra esse mundo, Deus quer nascer. E a alma aproveita pra ser a matéria e viver”. Clarice Lispector, no livro “Um Sopro de Vida” – que trata da relação de um escritor com o personagem criado por ele –, escreve: “Aspiro a uma fusão de corpo e alma”. Eu também aspiro. Os rituais do templo descritos no Antigo Testamento são belos e cheios de significados. Deus vinha e se manifestava concretamente no altar, com fogo, ou através de símbolos, como a imposição de mãos do sacerdote no animal, transferindo figuradamente o pecado do povo para o animal a ser sacrificado. O altar do templo era o principal local onde o divino entrava em contato com o mortal. Nietzsche disse certa vez que “somente acreditaria em um Deus que soubesse dançar”. Jesus foi e é essa dança: Deus e homem coexistindo sem conflitos, numa existência que transforma tudo. Ele é a materialização da própria quadratura. Quando diz “isto é o meu corpo” (e não quero aqui discutir a transubstanciação) ele está falando sobre algo muito palpável. Jesus amava a vida, não no sentido que condena em uma parábola, mas a vivia com intensidade. Marx estava certo ao dizer que a religião, caso vivamos somente “nas alturas”, é o ópio do povo. Contudo a espiritualidade encarnada proposta por Jesus é diferente. Nela a religião deixa de ser uma droga para se tornar o mecanismo pelo qual podemos viver e experimentar Deus aqui, nessa dança celestial e terrena, onde ele nos convida a habitarmos seguros e construirmos nossa vida pensando, sem esquecer da poesia que a permeia. • Miguel Del Castillo é estudante de arquitetura e letras e editor da revista Noz. |
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A alma e a matéria
sábado, 3 de outubro de 2009
Picanha Fatiada ao Forno
Vamos testar! Domingo um bom dia para isso!! Depois conto se fez sucesso!!!
Fonte:http://cybercook.terra.com.br/receita-de-picanha-fatiada-ao-forno.html?codigo=4856
Receita indicada por: Maria do Rosario
600 gr de picanha bovina em bifes
4 dente(s) de alho
quanto baste de salsinha
quanto baste de cebolinha verde
quanto baste de azeite
quanto baste de sal
| Coloque os temperos no processador ou no liquidificador e faça uma pasta. besunte |
Fonte:http://cybercook.terra.com.br/receita-de-picanha-fatiada-ao-forno.html?codigo=4856
Receita indicada por: Maria do Rosario
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Capacidade
"Deus nos fez perfeitos, ele não escolhe os capacitados e sim capacita os escolhidos. Fazer ou não algo só depende de nossa vontade e perseverança."
- Albert Einstein - (não tenho certeza da fonte. Você sabe quem disse isso?)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Athos Bulcão e a riqueza da azulejaria brasileira

"Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito.Um prêmio moral". Athos Bulcão

Athos Bulcão nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1918. Faleceu no último dia 31 de julho de 2008, no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Dedicou grande parte da sua vida a Brasília, cidade que escolheu para viver. Chegou em 18 de agosto de 1958, e residiu até o fim da sua vida.


Athos Bulcão é responsável pelo conjunto de uma obra de qualidade artística inigualável. Artista múltiplo, sua arte está ao alcance do cidadão em seu trajeto cotidiano: no parque, nos muros, nas escolas, nos edifícios residenciais e nos prédios públicos. Como diria o arquiteto e amigo de longa data, João Filgueiras Lima, o Lelé, “como pensar o Teatro Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças coloridas?”, difícil imaginar.


Athos cursou medicina, mas abandonou-a por amor à arte. Expôs sua obra nos mais importantes espaços culturais do país. Viajou pelo mundo afora e por lá deixou a sua marca. Seus painéis podem ser vistos na França, Itália, Argélia, Argentina e Cabo Verde, dentre muitos outros paises.
Saiba mais:
http://74.125.93.132/search?q=cache:1RaaFIrWeNMJ:https://www.correioweb.com.br/cbonline/cidades/pri_cid_65.htm+Athos+Bulc%C3%A3o+e+a+riqueza+da+azulejaria+brasileira&cd=10&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a
Fonte: http://m2arquitetura.blogspot.com/2008/08/brasilia-sem-bulco.html
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Baldes....
Hoje um blog que acompanho postou sobre baldes. Veja alguns usos bem legais.
Fonte: http://decoracaodeaaz.blogspot.com/








Fonte: http://decoracaodeaaz.blogspot.com/








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Amo artesanato e elementos feitos a mão, pois contam muitas histórias. História da tecnologia, do material, da cultura de um povo, da arte e composição, da inspiração....
Portanto, seguem aqui alguns tapetes que acredito que cumprem esse papel. Existem muitos tapetes de acrílico com essa composição, mas não expressam o calor e aconchego do tear. Carpe diem!!
Portanto, seguem aqui alguns tapetes que acredito que cumprem esse papel. Existem muitos tapetes de acrílico com essa composição, mas não expressam o calor e aconchego do tear. Carpe diem!!
sábado, 26 de setembro de 2009
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